terça-feira, 2 de julho de 2013

ABORDAGEM POLICIAL - QUANDO UM ERRO PODE SER FATAL!




Inciaremos, a partir desta publicação, um série voltada para um assunto de extrema importância para o universo da segurança pública. A abordagem policial.
Como todos sabem, a abordagem é uma das atividades mais perigosas realizadas pelas polícias de todo o mundo, tal atividade requer uma exagerada dose de preparo e agilidade, pois um simples descuido pode significar a morte. É indiscutível a importância da abordagem policial. Trata-se de uma prática referendada pela legislação brasileira, a qual requer que seja realizada com base na fundada suspeita, sendo uma ferramenta muito útil para a identificação de criminosos e apreensão de material ilícito.

A prática envolve  a invasão da intimidade do abordado. O que requer extrema sensibilidade, pois ao gerar constrangimento, pode desencadear reações agressivas o que requer o diálogo qualificado e o uso progressivo da força.

Nesta primeira publicação da série vamos discutir o erro na abordagem policial e o risco de morte. Assista o vídeo a seguir:



No vídeo acima, o indivíduo armado não foi corretamente abordado pelos policiais que, ao se distraírem, foram surpreendidos pelo marginal que sacou a arma e feriu fatalmente os patrulheiros. 

As polícias militares no Brasil se preocupam com a qualificação das técnicas de abordagem e asseveram aos milicianos a importância de se seguir os conceitos estabelecidos como técnicas doutrinárias de auto proteção  nas abordagens. Um dos fatores de extrema importâncias esta no uso da técnica de preparo mental, cujo conhecimento se divide em níveis diferentes de atenção. A saber: 
Nível branco: Relaxamento e distração. Nesta circunstância o policial não esta preparado para ser surpreendido por uma reação inesperada sendo que, em uma abordagem, poderá ser presa fácil de algum criminoso armado; 
Nível amarelo: Estado de atenção, "Neste estado de prontidão, o policial está atento, precavido, 
mas não está tenso. Apresenta calma, porém, mantém constante 
vigilância das pessoas, dos lugares, das coisas e ações ao seu redor 
por meio de uma observação multidirecional e atenção difusa (em 
360º)"; 
Nível laranjado: "Neste estado de prontidão, o policial detecta um problema e 
está ciente de que um confronto é provável. Embora ainda não haja 
necessidade imediata de reação, o policial se mantém vigilante, 
identifica se há alguém que possa representar uma ameaça que exija 
uso de força e calcula o nível de resposta adequado."

Nível Vermelho: Neste estado de prontidão, o risco é real e uma resposta da 
polícia é necessária. É importante focalizar a ameaça (atenção 
concentrada no problema) e ter em mente a ação adequada para 
controlá-la, com intervenção verbal, uso de técnicas de menor 
potencial ofensivo ou força potencialmente letal, conforme as 
circunstâncias exigirem.

Nível Preto: Quando o policial se depara com uma ameaça para a qual não 
está preparado ou quando se mantém num estado de tensão por um 
período de tempo muito prolongado, seu organismo entra num 
processo de sobrecarga física e emocional.

Talvez haja técnica e treinamento suficiente. O problema é quando, por displicência, deixa-se de agir como se deveria agir.   É claro que se você crer que toda e qualquer abordagem policial irá ocorrer sem surpresas, não tomará os cuidados devidos e, provavelmente, se surpreenderá sendo impossibilitado pelo seu próprio organismo, de agir como requer o evento. 

Assista o vídeo a segui: 


Antes de realizar qualquer julgamento contra o PM que demonstrou total inércia nesta abordagem, devemos levar em consideração a possibilidade do mesmo ter sido afetado pelo que a doutrina policial militar chama de "Estado de pânico": Nesse caso, podem ocorrer falhas na percepção da situação, 
comprometendo sua capacidade de reagir adequadamente à ameaça 
enfrentada. Isso caracteriza o estado de pânico (preto).
O pânico é o descontrole total que produz paralisia ou uma 
reação desproporcional, portanto ineficaz...

No caso acima, é evidente que a atitude do motorista da viatura deveria ser a de intervir com uso da força letal contra o marginal, haja vista estar em risco a vida do comandante. Graças a Deus, o resultado não foi grave para os policiais. 

Outra grave possibilidade atrelada ao descuido e ao despreparo mental durante abordagens policiais é a de se condenar populares à morte. Como mostra o vídeo a seguir:



Vejamos agora como um bom preparo mental é capaz de garanti a vida do policial militar diante de uma situação de extremo risco e surpresa: 


Como vimos, é importante estar sempre atento, sempre preparado. Não confiar na calmaria é fundamental. A vida do policial vale muito e para que seja preservada, cuidados são indispensáveis. "Morrer não faz parte do plano"!

Biobligrafia: Caderno doutrinário da Polícia Militar de Minas Gerais. 

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2 comentários:

  1. Realmente, um BOM policial deve estar preparado para todas as circunstâncias possíveis, mesmo quando o caso em questão não apresenta risco iminente.

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